CONHECENDO O ESPAÇO DO SUPERMERCADO
Neste segundo momento, vamos trabalhar com o mapeamento e esquematização de um supermercado para que se conheça todas as divisões e subdivisões para se classificar o território delimitado, devendo se ater aos detalhes mais importantes deste passo do curso.
1. EXPLORANDO O TERRITÓRIO
É bem notório saber que ao se falar de supermercado, exige-se um tamanho considerável de espaço pela demanda que se pretende alcançar. O primeiro ponto de partida é saber dividir em três blocos fundamentais de espaço: o espaço das mercadorias, a frente de loja e o espaço interno. A partir destes blocos fundamentais haverá algumas subdivisões citadas abaixo por questão de pertinência para adequar a idéia de como deve se esquematizar a área do empreendimento. É igualmente importante entender que tudo deve ser proporcional ao espaço territorial que for ofertado para o trabalho.
Cada setor do supermercado, sob o prisma espacial, são considerados imprescindíveis para que o funcionamento seja feito de forma plena, porque apesar da divisão, eles são igualmente obrigatórios, não é uma "alternativa" do empreendedor, porque devemos considerar que os administradores estão sempre a prova das mais diversas maneiras com relação a fiscalização, que é elocubrado pela administração pública local.
2. EVOLUÇÃO DO ESPAÇO DO SUPERMERCADO
Uma coisa é certa: o estudioso francês Jules Fayol sabia o que dizia acerca da forma clássica de administração e sobre todos os aspectos que se deve valorizar determinada empresa e não foi sempre assim na história da evolução dos supermercados. A necessidade foi fazendo com que aquele empreendimento tivesse mais proteções tanto para os empreendedores bem como para os consumidores.
A evolução acerca desta área foi muito importante, visando o bem-estar e a boa estratégia de se manter um mercado e com isso ficou claro que o supermercado deve ser tratado como uma empresa, pois a gama de operadores necessários para o funcionamento é extensa para que se mantenha uma qualidade mínima e aceitável do atendimento ao cliente que conta com órgãos como o PROCON e a própria Lei de Defesa do Consumidor.
3. FRENTE DE LOJA:
Como bem podemos entender, a entrada do supermercado é muito importante porque é necessário elaborar uma boa fachada para que seja interessante ao consumidor e que faça com que este se sinta instigado a adentrar o seu estabelecimento. Na divisão deste setor e na extensão espacial de um supermercado há subdivisões para estacionamento dos carros dos clientes, para os carrinhos que os clientes utilizam para efetuar as compras, para colocar funcionários especializados na segurança dos automóveis bem como dos clientes pedestres. Estes são alguns dos exemplos de divisão desta área, podendo ser ampliado ou reduzido. (IMPORTANTE: Nem sempre a área da frente de loja é o mesmo local do estacionamento.)
4. ESPAÇO DAS MERCADORIAS:
Devemos considerar este espaço como um dos mais importantes senão o mais importante pois o aspecto é de relevância financeira: a parte do estoque e do recebimento das mercadorias que vão ser vendidas no supermercado. O local de recebimento das mercadorias é bem agregado ao local que deve ser o estacionamento, tendo como o básico, auxiliares e supervisores para contagem, estocagem e avaliação das mercadorias.

Complementando as informações do quadro acima, devemos dizer que o estado das mercadorias que são recebidas deve estar de acordo com os padrões de qualidade, pois os órgãos de inspeção pública avaliam de forma rigorosa os equipamentos e locais que se estocam os produtos, levando em consideração que há fatores como a temperatura, a umidade e o empacotamento são importantíssimos.
OBS:
Se um desses fatores estiverem abaixo do que se pede (padrão estipulado) pelos atos normativos da vigilância sanitária, o supermercado pode sofrer multas - cujos valores são altíssimos e sofrendo o risco de ter seu estabelecimento fechado temporariamente até que se equiparem as normas de qualidade ou definitivamente se o empreendimento não conseguir em tempo dado pelo órgão de inspeção publica, equiparar a devida qualidade.
4. ESPAÇO INTERNO:
O local em que deve estar os produtos dispersos, bem como a área de produtos, utilizem frigoríficos ou materiais para sua disposição, faz parte do espaço interno. Também devemos vislumbrar que os setores de vigilância com câmeras, bem como possíveis escritórios com materiais de contabilidade, administração e setor jurídico, também pode ser considerado como espaço interno. Sabemos igualmente que alguns supermercados têm este setor administrativo (que englobam contabilidade, logística, administração propriamente dita e o setor jurídico) em local diferente do empreendimento, mas podemos compreender que pode fazer parte do supermercado mesmo não estando espacialmente no mesmo local.
Faz-se interessante denotar que nessas duas subdivisões, logra-se a idéia de que podemos ter o espaço interno do interesse-fim (que faz parte da finalidade do empreendimento) e o espaço interno do interesse-meio (que faz parte do funcionamento do próprio empreendimento).

OBS:
O setor jurídico do empreendimento normalmente é contratado por fora, em escritório autônomo e por isso, deve ser em local apartado porque o escritório não pode estar em locais diferentes de sua finalidade, uma vez que o desvio de finalidade é considerado como desrespeito a legislação vigente que regula os escritórios no país - Estatuto da Advocacia - Lei 8.906 de 1994.
5. PESQUISA DE CAMPO:
Conforme anteriormente determinado para a feitura deste curso, podemos fazer pesquisa de campo para conhecer a opinião de quem trabalha na área e tem interesse em doar um pouco de sua experiência. E entrevistei de forma breve, mas bem explicitada, um gerente que trabalha na gerência de um mercado no Rio de Janeiro, capital e respondeu com paciência e eficácia as perguntas escolhidas sob o tema. (Não declaramos o nome do entrevistado porque ele assim preferiu e tivemos de respeitar o direito de imagem do mesmo.)
Pergunta: Você que trabalha a alguns anos como gerente de supermercado, existe algum setor mais importante da administração de supermercados?
Gerente: Sim,acredito que a parte de controle de qualidade e o setor administrativo (gerência/administração) são as mais importantes porque a primeira deixa exposto ao público a tua marca e quão você consegue ser emblemático a respeito da sua forma de trabalhar. O setor administrativo é importante porque somente com o setor equilibrado que você consegue melhorar e atualizar o supermercado de acordo com as necessidades da atualidade.
Pergunta: A administração de um supermercado deve trabalhar de forma externa ao espaço territorial do mesmo ou é melhor estar no espaço interno?
Gerente : Eu acho que o ideal é estar perto porque a informação nem sempre chega a seu conhecimento com 100% de exatidão, o que pode causar um transtorno imensurável ao seu trabalho; Sem contar que trabalhar longe do estabelecimento deixa uma imagem estranha com relação a seriedade da administração e seus contratados. Quanto mais perto, melhor vai ser a interação cliente-empregado-adminstrador.
Pergunta: O que você acha da atuação da vigilância sanitária nos supermercados?
Gerente : Bom, eu vejo que há mercados de pequeno porte e médio porte que ignoram alguns aspectos de higienização e conservação dos produtos, desde então os órgãos responsáveis tem fechado estabelecimentos mercantis com êxito pela forma que se é tratado o tipo de empreendimento. Além de tudo, esses aspectos acabam cativando o cliente porque ele sabe que naquele supermercado limpo e bem munido de aparato de tecnologia em prol do consumidor criam um respeito indelével, solidificando o nome do estabelecimento de forma positiva.
Observando o breve relato do administrador, podemos perceber que as empresas buscam valorizar o cliente ao máximo, ainda que não seja uma atuação unanime, há a intenção de fazer constantes melhoras em detrimento dos consumidores porque eles sempre são tratados pela justiça em âmbito estadual / nacional como hipossuficientes (incapazes aos olhos da lei em relação ao empreendimento, vista a condição financeira da mesma versus o consumidor), logo a realidade é óbvia e tem se procurado com mais freqüência fazer valer o ditado: o cliente tem sempre a razão.
SUGESTÃO DE LEITURA:
A Lei do código de Defesa do Consumidor - Lei nº 8.078 de 1990 é importantíssima tanto para o empreendedor como para o consumidor que devem conhecer seus direitos e deveres.