Curso técnico em TV
Curso técnico em TV

Aula de amostra


Atenção:  Este curso é para pessoas que entendem de eletrônica.

Não nos responsabilizamos por leigos que venham a fazer este  e possam sofrer acidentes em decorrência disso.

A princípio você precisará de algumas ferramentas básicas para treinar

Ferramentas necessárias:

Multímetro digital
Multímetro analógico
Sugador de solda
Alicate de corte
Alicate de bico
Chaves diversas

Suprimentos

Resistores diversos de 1/4w
Capacitores eletrolíticos diversos
Um rolo de solda azul

Você não pode fazer um estoque de peças ainda, pois existe uma grande variedade delas
e você poderia comprar peças que ficariam estocadas para sempre e sem uso.

Outras ferramentas:

O osciloscópio é muito útil na manutenção, mas devido ao seu preço muitas pessoas não irão adquiri-lo no começo da carreira mas somente quando estiverem estabelecidos e com boa clientela

Eu mesmo trabalhei alguns anos sem osciloscópio
 

Cuidados do principiante

É muito comum o principiante pegar "pepinos" e ficar encrencado com o cliente

Eu mesmo já peguei muito "pepino" e acredito que muita gente aqui também já pegou.

Por isso tome os cuidados abaixo

1- Evite pegar aparelhos muito antigo

Mesmo que você consiga consertá-lo outro defeito aparecerá rapidamente

2- Evite pegar aparelhos que tenham pequenos defeitos

Se o defeito agravar-se você ficará complicado e pode ser obrigado a pagar um aparelho novo ou o conserto para o cliente.

Consideramos pequenos defeitos, tais como: Alguns canais que não pegam, tem um pequeno chuvisco na imagem, de vez em quando "fecha a imagem" mas não é sempre etc...

O ideal no início, é pegar um televisor completamente parado.
Geralmente esse tipo de defeito é mais fácil de resolver e não lhe causará muitos problemas pois não o sintoma não pode piorar

3- Não prometa conserto.
 Diga o seguinte: Eu vou dar uma olhada e se eu encontrar a peça para comprar eu conserto para você.

4- Evite consertar na casa do cliente.
No começo ele pode insistir mas depois ele acaba cedendo.
Defeito se analisa com calma e tempo e não com o dono do aparelho do seu lado dando palpites.


Os perigos da profissão

É comum ouvir essa pergunta dos iniciantes:

O choque de 24KV ( vinte e quatro mil volts) presente na chupeta pode matar ?

Vamos tentar responder essa pergunta dando primeiro uma rápida explicação dos perigos da eletricidade.

A eletricidade é muito perigosa

O perigo aumenta na proporção direta do aumento da tensão, corrente e umidade.

Muita gente já tomou o popular choque de 110V da tomada elétrica (AC) e pode tê-lo achado "fraco".

Isso porque essa pessoa não tomou o choque descalço com os pés e mãos molhadas

Um choque da rede de 110V nessas condições poderia ser muito violento e fatal !

Digamos então: É pior tomar um choque de 110V molhado do que um choque da chupeta de um CRT.

Isso não quer dizer que o choque não seja violento.
Evite tomar esse choque porque ele é muito desagradável
É um "tranco" violento que lhe faz até perder os sentidos porque alguns segundos.

Em alguns casos pode levar a morte, não devido a intensidade da corrente que passa pelo seu corpo, mas pelo
choque em si. Um choque da chupeta do CRT nunca vai te eletrocutar, pois a capacidade de corrente ali é relativamente baixa e em consequência disso a tensão cai no momento em que ocorre o choque.

Notem que palavra choque não está restrita somente a choque elétrico mas existem outros tipos de choque em outras áreas como choque anafilático (aquele que ocorre em anestesia) e assim vai...

Aqui nos referimos ao termos choque de forma vulgar como um efeito prejudicial que a corrente causa em nosso corpo.

Resumindo:

A- Choques que matam por corrente que atravessam nosso corpo

1- Os choques causados pelos fios de alta tensão que estão na parte superior dos postes de energia

2- Os choques causados por aparelhos que contem transformadores de porte robusto. Ex. Fornos de microondas e também antigos televisores

3- Choques oriundos de raios que caem na rede elétrica e nos atingem se estivermos em contato com algum aparelho


B- Choques que não matam pela intensidade de corrente mas que podem matar pelo próprio choque em si.

1- Os choques de alta tensão (MAT) das chupetas dos tubos (CRT) - mais perigoso
2- Os choques do circuito do aparelho
3- Choques por fuga de isolamento no aparelho.
(Esses também colocam o cliente em risco e não somente o técnico)


Espero te esclarecido um pouco sobre choques.
 

Agora vamos para alguns defeitos básicos de televisores
 

Televisor parado - Parte 1


Um televisor parado pode ter pelo menos 3 causas

1- Defeito no primário (mais fácil de resolver)
2- Existe  tensão no primário, mas não tem no secundário
3- Existe tensão no secundário, mas o televisor não funciona


Em nossa primeira análise temos um televisor parado onde não existe tensão nem mesmo no lado primário da
fonte (caso 1). A tensão do primário pode ser medida sobre o capacitor principal do televisor que é o maior capacitor que existe no aparelho e sua tensão de trabalho geralmente é de 400V




O normal é termos uma tensão sobre este capacitor entre 150V a 170V para 110V e 300 a 340V para 220V.

Quando não existe tensão sobre esse capacitor, não é será necessário fazer a análise da fonte chaveada.

Deverão serem checadas as seguintes possibilidades

1- Fusível aberto
2- Resistor de baixo valor ( fusistor) aberto
3- Chave com defeito
4- Alguma trilha rompida

Só devemos ressaltar que alguns televisores possuem uma pequena fonte separada para fazer a fonte do stand-by.

Nesse caso essa fonte também deveria ser verificada pois seria essa fonte que chaveia o rele que liga a fonte maior.

Note que os televisores modernos possuem fonte chaveada, por isso em caso de um defeito de fusível aberto não devemos pensar na hipótese de curto no secundário. Um curto no secundário como fly-back, transistor de saída horizontal ou diodos de potência não fariam queimar o fusível.

Na próximo tópico iremos analisar um televisor que tem tensão no primário porem nada sai no secundário da fonte

Televisor parado - Parte 2

Continuando o defeito TV parada, agora vamos para a causa 2 que será explicada em vários tópicos por ser mais extensa.

Essa é a mais comum e mais difícil de consertar
É quanto existe tensão no primário e nada no secundário

Então ocorre assim

O técnico mede a tensão no capacitor principal que é aquele grande  na fonte e encontra 150 ou 300V
Porém no secundário, ou seja no +B do fly-back nada aparece

Isso pode ser defeito na fonte chaveada ou curto no secundário.

É mais comum nesse caso o defeito estar no secundário e não no primário da fonte chaveada.

Veja abaixo os curtos mais comuns no secundário:

Em primeiro lugar o fly-back

Em segundo lugar vem o transistor de saída horizontal
Abaixo podemos ver um típico transistor de saída horizontal
 

Deve-se medir o transistor de saída horizontal na escala ohmica de 100ohms. Primeiro coloque a ponta vermelha no meio e a ponta preta no pino da direita. Depois inverta as pontas. Se nos dois sentidos a resistência for a mesma, retire o transistor e meça fora do circuito. Se continuar a mesma resistência nos dois sentidos, o transistor deve ser substituído.

Não se esqueça de juntamente com o transistor de saída horizontal, trocar também o capacitor snubber, aquele de 1600V que vai no coletor. Caso contrário corre-se o risco do transistor de saída horizontal entrar em curto novamente

Em terceiro lugar os diodos do secundário

São diodos de comutação rápidas usados no secundário das fontes de muitos televisores

Em quarto lugar o yoke em curto

 Mais uma precaução

Cuidados com alguns fly-backs pois eles podem explodir !
Esse efeito é raro mas já presenciamos isso em antigos televisores da marca Philco Hitachi.

Mas não se assustem pois a explosão somente ocorre quando o fly-back está em curto com o televisor ligado e quando desativamos a proteção de sobre-corrente.

Mas como alguns capacitores também costumam explodir, adotamos a prática de trabalhar com a placa com o lado dos componentes voltado para outro lado que não o do rosto, sempre que ligamos o televisor.
 

TV parada - Parte 3

Quando existe  tensão no fly-back, porém não existe alta tensão

Muitos técnicos ainda chegam a suspeitar do fly-back em um caso como esse.
Isso é um erro pois quando o +B está presente no fly-back, dificilmente o mesmo está ruim.

Isso porque quando o fly-back está em curto o mesmo bloqueia a fonte.

Então se a fonte está próxima do normal, isso é um sinal de que o fly-back está bom

Chamamos de +B do fly-back a fonte alta que vem diretamente da fonte principal e entra no fly-back.

Em um defeito como o descrito nesse tópico existem dois pontos principais onde devemos medir.

1- No coletor do transistor driver horizontal

2- O pino de VCC-H do CI oscilador horizontal


Se a tensão não chega no coletor do transistor driver horizontal é provável que exista algum resistor aberto ou ainda mal contato no transformador driver horizontal.

No caso da falta do VCC-H, pode ser também algum resistor aberto ou ainda algum defeito no circuito stand-by, já que a maioria dos televisores usam o pino de VCC-H para ligar e desligar o televisor através do controle remoto.

VCC-H significa o pino de alimentação do oscilador horizontal que está dentro de um CI grade que tem várias funções.

São exemplos de CIs que contém oscilador horizontal

TDA8361, TDA8360, LA7680 etc.

Existem casos no qual o VCC-H está presente e ainda assim não existe alta tensão.
Quando ligamos o televisor faz um pequeno barulho e para mas a fonte permanece perfeita no fly-back.
Nesse caso o maior suspeito é o circuito de proteção de raio-x. O capacitor de 1600V ligado ao coletor do transistor de saída horizontal.

Caso o defeito não seja resolvido você deve pegar o esquema do aparelho ou o datasheet do CI oscilador horizontal e ver qual o pino de X-ray e sua tensão adequada. Geralmente essa tensão é 0V.

Em algums ap. de Tv o pino de proteção de raio-X não está no CI oscilador horizontal mas sim no micro-processador.
Ex. Philco CPH5
 

Tubo de imagem furado

Vamos falar sobre tubo de imagem furado ou quebrado

Em primeiro lugar cuidado ao guardar televisores abertos pois o tubo pode ser quebrado por batida o quedas de objetos no pescoço dele.

Qual técnico com algum tempo de trabalho já não ouviu o famoso chiadinho ?

É tubo furado, prejuízo para você

É o ar preenchendo o vácuo que existia dentro do tal CRT (tubo de imagem)

Então, sempre oriente seus empregados para tratar bem do pescoço dos tubos...

Ao guardar o aparelho em espera deixe sempre a tampa encaixada no televisor
 Isso evitará muita dor de cabeça.

As vezes também recebemos televisores para conserto onde não há sinais de quebras mas ainda assim o tubo está furado.

O principal sintoma são fortes estalos ao ligar o televisor

Para comprovar se o tubo está furado faça o seguinte teste.

Desligue o televisor e remova o soquete do pescoço do tubo
Ligue o televisor e aproxime uma chave de fenda de cabo bem GROSSO daqueles pinos do pescoço do tubo.
Cuidado: Uma chave de cabo fino pode permitir que passe choque de MAT para você)

Se pular faíscas para a chave, o tubo está furado.

Se não pular faisca o tubo ainda está bom e os estalos se devem ao excesso de MAT.

Os principais causadores do excesso de MAT são:
Capacitor snubber (aquele de 1600V), fonte muito alta ou problemas no oscilador horizontal.

Importante: Caso o tubo esteja furado não coloque um tubo novo sem antes medir o MAT com uma ponta apropriada.
Se o MAT estiver acima do normal, vai furar o tubo novamente.
Se você ligar o televisor e não aparecer imagem ou aparecer um quadro branco desfocado, desligue o televisor rapidamente.

Esperamos você na próxima aula

Moisés F. Pereira
 

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